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ABCD DO HARDWARE-COMO NASCEU O COMPUTADOR
BARRAMENTO VLB
O velho barratnento ISA mostrou-se adequado para diversos tipos de placas
de expansão. Entretanto. ja no inicio dos anos 90, alguns dispositivos tomaram-se mais velozes que o permitido pelo barramento ISA: a placa de video e a placa controladora de disco rígido.
Para operar com altas resoluções e elevado número de cores, as placas SVGA modernas possuem uma grande quantidade de memória de vídeo. Para que os gráficos sejam apresentados na tela em alta velocidade, era preciso que o mieroprocessador pudesse transfe rir dados para a placa de vídeo com taxas de transferência mais elevadas. A taxa máxima de 8 MB/s permitida pelo barramento ISA já nao era suficiente .
Os fabricantes de discos rigidos tornaram-se capacitados a produzir modelos de alto desempenho, capazes de operar com taxas de transferência superiores a 10 MB/s, o que não era permitido pelo barramento ISA. que se tornou uma barreira para o desenvolvimento de dispositivos mais velozes.
Para resolver este problema, a VESA (Video Electronies Standards Association) criou um novo barramento veloz chamado VLB (VESA Local Bus). Este barramento foi muito utilizado nas placas de CPU 486. e mesmo nas de 386, fabricadas em 1993 e 1994. Em 1995. começou a cair em desuso, dando lugar ao barramento PCI, usado nas placas de CPU Pentitím. Este é um ponto muito importante. Se você possui um computador com urna placa de CPU 486 equipada com slots VLB e placas dc expansão VLB, caso deseje substituir a placa de CPU por urna mais moderna (que certamente não possuirá slots VLB, e sim, PCI), terá que instalar também uma placa SVGA padrão PCI.
A placa de GPU 486 da figura 4 apresenta slots VLB. Em geral, essas placas de CPU possuiam dois ou três slots VLB. nos quais podiam ser conectadas as seguintes placas:
·Placa SVGA VLB
·Placa IDEPLUS VLB
A maioria dos micros 486 comercializados entre 1993 e 1995 são equipados com slots VLB e com placas SVGA e IDEPLUS VLB. Uma placa SVGA VLB permite a transferência de dados em alta velocidade entre o microprocessador e a memoria de video. Uma placa IDEPLUS VLB permite obter eLevadas taxas de transferência para o disco rígido IDE.
O barramento VLB opera com 32 bits, e utiliza o mesmo clock com o qual o microprocessador comunica-se com as memorias (clock externo). Por exemplo, em urna placa de CPU 486DX2-66. na qual o clock externo é de 33 Mlii. os slots VLB podem transferir até 132 MB/s, valor muito acima dos 8 M B/s permitidos pelo barramento ISA.
Os slots VLB são compostos de três conectores... Os dois primeiros sao inteiramebte compatíveis com os slots ISA (por isso, podemos conectar placas ISA de 8 e 16 bits nesses slots, usando a seção ISA). e um terceiro conector no qual é feita a transferência de dados em alta velocidade, e em grupos de 32 bits, A maior parte das transferéncias de dados é feita através deste terceiro conector. A figura l6 mostra uma placa SVGA VLE e urna placa IDEPLUS VLB.
E corrcto afirmar que as placas VLB sâo obsoletas? Sim e não. Essas placas permitem elevadas taxas de transferência, da mesma forma como ocorre com as modernas placas de expansão PCI. usadas nos PCs baseados no Pentium. Os computadores 486, antigos campeões de velocidade, ainda são capazes de executar com eficiência a maioria dos softwares modernos. Basta lembrar que o 486 de 120 MIlz possui velocidade de processamento praticamente igual ao de um Pentiuín de 75 Mllz. Um computador 486 de no mínimo 66 MI-Iz equipado com placas de expansão VLB é razoavelmente veloz para executar a maioria dos programas modernos, inclusive o Windows 95 e quase todos os seus aplicativos, além da quase totalidade dos jogos modernos. Nos práximos anos, os PCs 4X6 passarão a ser cada vez menos adequados ã execução de programas modernos. Por exemplo, muitos jogos já estão operando em modos SVGA de alta resolução, nos quais o 486 apresenta resultados insuficientes, sendo o usuarlo obrigado a optar peío modo gráfico VOA, com resolução de 320x200, com 256 cores.
Já os PCs 486 com ciocks mais baixos. como 25 e 33 MI-Iz. podem ser considerados obsoletos, sendo lentos pai-a a execução dc muitos soflwares modernos. Observe que esses computadores, desde que possuam memória suficiente, podem executar os mesmos programas que um Pentitím super veloz, estando a única diferença na velocidade de execução. Por exemplo, um Pentium- 166 é cerca de 10 vezes mais veloz que um 486DX-33. Quando o usuário não tem condições financeiras para fazer um upgrade no microprocessador, uma Ibrma de contornar o problema éevitar o uso de softwares modernos. Por exemplo, se o usuário estiver satisfeito com o Word 6.0, mesmo usado sob o Windows 95, podc trabalhar bem com um 486 de 25 MHz. Entretanto, se quiser usar a nova versão do Word, própria para o Windows 95. certamente sentirá o baixo desemepenho do 486 dc 25 MHz. Em outras palavras, usuários que procuram sempre usar as versões mais recentes dos diversos programas existentes no mercado, devem procurar também usar computadores mais velozes,
Se você possuí um computador equipado com uma placa de CPU 486 com slots VLB, mas suas placas SVGJA e IDEPLUS são modelos de 16 bits, vale a pena adquirir modelos VLB, que ainda podem ser encontrados á venda. Placas SVCA VLB com 1MB de memória custam o equivalente a cerca de 50 dólares, e placas IDEPLUS VLB custam cerca de 20 dólares, mesmo no mercado brasileiro. Portanto, com cerca de 70 dólares, é possível melhorar bastante o desempenho do computador, através da maior velocidade da nova placa de vídeo, e da maior taxa de transferência do disco rigido. Entretanto, é importante saber que essas placas dc expansão VLB não poderão ser futuramente aproveitadas em um computador Pentium, já que estes não possuem sLots VLB. Se você pretende, a curto prazo! instalar uma placa de CPU Pentium, não vale a pena investir em placas de expansão VLB.

FOTO DE PLACAS VLB